PUBLICADO EM 01/09/17


 

Todos os anos a Igreja no Brasil dedica o mês de Setembro como o mês da Bíblia, com o intuito de nos aproximar cada vez mais da Palavra de Deus, que deve ser o nosso alimento diário. Creio que nenhuma iniciativa pastoral deveria ser tomada sem a escuta atenta e a iluminação Bíblica.


Este ano, nós somos convidados ao estudo da Primeira Carta de São Paulo aos tessalonicenses, como tema “Para que n'Ele nossos povos tenham vida”, e o lema, “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida” (1Ts 2,8). Neste tempo que nos voltamos para sermos uma Igreja de saída no anúncio do Evangelho, São Paulo, o grande evangelizador, sempre é fator de inspiração nesta árdua tarefa. Somos convidados e guiados pelas autênticas experiências evangelizadoras do apóstolo Paulo.


A Carta é uma expressão de alegria e de fé, pois a comunidade se manteve firme na fé. O problema principal é a preocupação dos cristãos com a morte dos integrantes da comunidade, e que estariam fora da salvação, uma vez que ainda não acontecera a vinda próxima de Jesus. Paulo acalma essas preocupações, que são preocupações atuais também em meio a tanta violência, e que tem inibido a atuação profética da Igreja.


A sua mais importante chave de leitura é o tripé que sustenta a pequena comunidade cristã na grande cidade chamada Tessalônica: fé ativa, amor capaz de sacrifícios e firme esperança. Nesse tempo em que o nosso povo está desanimado e que o tem levado a uma vida cômoda, a Carta pode nos ajudar a manter viva a fé e sermos impulsionados a transformar a realidade que se mostra tão desafiadora.


O objetivo da 1ª Carta aos Tessalonicenses é estimular a perseverança da comunidade e responder algumas questões que a preocupam, como a vinda gloriosa de Cristo, que deve ser aguardada na esperança e no compromisso com as tarefas diárias. Portanto, para compreender, especialmente, esta primeira Carta é preciso ter presente que Paulo e sua equipe missionária foram muito influenciados pelo movimento apocalíptico. Consideravam que o fim do mundo e a vinda do Reino estavam próximos. Aguardavam o dia do juízo final, quando o último império cairia, dando definitivamente lugar ao Reino de Deus.


A Carta é um impulso para aguardarmos a vinda do Senhor, mas, de uma maneira ativa e comprometida com a transformação da sociedade, pois o Reino de Deus se constrói aqui e agora.


Outro aspecto que aparece claro é um grito de alegria e gratidão e se dirige, de modo especial, às pessoas não judias convertidas ao Evangelho. Que é um convite a olharmos a vida com os olhos da fé, percebendo as qualidades e as coisas boas que acontecem em nossas comunidades, que devem ser motivos de júbilo e alegria. Vamos manifestar a alegria de sermos comunidades de fé viva e sinal de esperança para o mundo.


A Carta representa a expressão mais antiga da mensagem de Paulo às nações: o apelo para os pagãos rejeitarem os ídolos e servirem ao Deus único; o anúncio do juízo final, dado por Deus a Jesus; a ressurreição como preparação.


Aguçou a curiosidade? Vamos lá estão! Em nossas comunidades estarão acontecendo os Estudos Bíblicos, que devem ser momentos fortes de aproximação com a Palavra de Deus.

 

 

Pe. Geomax de Jesus (Pe. Max)
Coordenador Pastoral

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