Publicado Outubro de 2018


 

No processo de Assembleia Diocesana, estamos a fim de propor urgências, objetivos e metas que se tornarão o próximo Plano Diocesano de Pastoral. Como Diocese, procuramos conhecer e praticar a Palavra de Deus que revela a ação Dele, sempre nova e atual. Igualmente nos esforçamos para manter a fidelidade aos ensinamentos autênticos da Igreja, expressos pelo Concílio Vaticano II, pelos Papas, pelo Catecismo, pelas Conferências da América Latina e Caribena, pelas Diretrizes da CNBB e pela caminhada concreta de nossa Igreja Particular.


São imensos os desafios que a Diocese enfrenta para ser realmente “Igreja do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, encarnada na vida e realidade atuais da Baixada. Ventos fortes e ondas enormes nos ameaçam, tentando nos desviar do “essencial”: a vida e as atitudes de Jesus de Nazaré. Por isso, desejo, brevemente, recordar algumas marcas que nunca poderemos perder, caso contrário, nos tornaremos uma instituição qualquer ou uma ONG, um sal sem sabor e uma lâmpada apagada.


Igreja: Povo de Deus - Corpo de Cristo - Templo do Espírito Santo - Sacramento visível de salvação (Concílio Vaticano II) - Deus nos salva não de maneira individual, e sim comunitária, onde todos somos filhos e irmãos, com a mesma dignidade, embora com funções diferentes e complementares. A alma da Igreja é o Espírito Santo; por isso, “tudo é graça e de graça” e devemos ter gratidão. Esta gratidão se estende aos milhares de pessoas que nos precederam e plantaram a boa semente do amor nesta terra.


Igreja Orante - A Liturgia é a fonte e o ponto alto de nosso encontro com o Senhor, portanto, necessitamos preparar com capricho e celebrar bem a Palavra de Deus, os Sacramentos, valorizando o Domingo e as Solenidades. A Religiosidade Popular tem seu grande valor. Porém, cuidemos para que o “devocionismo exagerado” não substitua a autêntica manifestação dos mistérios divinos.


Igreja Comunhão - Nossa comunhão é principalmente com Deus Pai, por Jesus Cristo no Santo Espírito. Em seguida, é com a Igreja Católica (universal), com o Papa Francisco, com a CNBB e com o Leste 1 e continua entre nós: Bispos, Padres, Diáconos, Consagradas (os), Leigos (as). Nossos relacionamentos devem estar marcados pela fraternidade e colaboração, nunca pela oposição e competição. Precisamos assumir as orientações diocesanas com fidelidade e empenho. Cuidado para não pecarmos por omissão, ou por sermos uma “igreja paralela que vai por sua conta”. Fofocas, calúnias, pessimismo e “leva e traz” prejudicam e matam!


Igreja Organizada -
Nossa estrutura diocesana se alicerça sobre dois polos:


a) Comunidades Eclesiais de Base, Paróquias, Regionais e Diocese;


b) Comissões Pastorais, Movimentos, Serviços e Associações. Para um bom funcionamento e entrosamento são indispensáveis os Conselhos Pastorais e Administrativos (Comunitários, Paroquiais, Regionais e Diocesanos).


Desta maneira é possível alcançar a participação do laicato, valorizando os talentos de cada pessoa. Atenção para não criar grupos fechados, intransigentes e que se consideram “puros”. É urgente abrir espaço e dar formação para novas lideranças leigas!


Igreja Ministerial - A Diocese, nos seus 58 anos, valorizou e valoriza os Ministérios Ordenados (Presbiterais e Diaconais) e os Não Ordenados (Laicais), entendidos não como cargos de poder e autoritarismo, e sim como serviços amorosos. Temos necessidade de “clérigos”, porém, não pode ser “clericalizada”. É fundamental uma formação sólida inicial e permanente, neste sentido o Seminário Paulo VI, e outras iniciativas prestam um excelente apoio. É recomendável que ninguém se “perpetue” num Ministério, a fim de evitar os “donos” disto ou daquilo... Igualmente é preciso entender que os Ministérios não se limitam à dimensão litúrgica. Cada vez mais é urgente abrir espaços a Ministérios novos ligados à dimensão social da Igreja. Necessitamos orar e trabalhar mais pelas vocações sacerdotais e consagradas (somos poucos!), mas, também, pelas vocações laicais (de casais e de solteiros). Merecem um destaque especial a presença e a ação das mulheres na vida de nossa Diocese. São dignos de louvor e deve aumentar o número de fiéis que, com competência e honestidade, se dedicam a cargos públicos nas diversas esferas da sociedade.

 

Dom Luciano Bergamin, CRL

Bispo Diocesano

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