Publicado Agosto de 2018


Sínodo dos Bispos sobre os Jovens e as Vocações

 

Recentemente foi publicado o Documento de Trabalho em preparação ao Sínodo dos Bispos, que, em Outubro, tratará dos jovens, com um olhar especial sobre fé e vocações. O Sínodo será presidido pelo Papa Francisco e contará com a presença de Bispos, (entre eles o nosso Dom Gilson!), e assessores (as) de todos os Países. Eis algumas considerações:


A) O documento, fruto de reflexões provindas das Dioceses, Universidades, Grupos de Estudo, segue o esquema: ver (reconhecer), julgar (interpretar) e agir (escolher). No mundo existem 1 bilhão e 800 milhões de jovens, (faixa etária dos 16 aos 29 anos), correspondendo, assim, a uma quarta parte da humanidade. Mais de que “Juventude” deve-se falar de “juventudes”, dadas as diferentes realidades que o mundo juvenil apresenta.


B) Os jovens que buscam a Igreja desejam uma “Igreja autêntica que brilhe por sua autenticidade, exemplo, corresponsabilidade, solidez cultural; que compartilhe sua situação de vida à luz do Evangelho; que seja transparente, acolhedora, honesta, atraente, comunicativa, acessível, alegre e interativa; que seja menos institucional e mais relacional, capaz de acolher sem julgar previamente, amiga, próxima e misericordiosa”.


C) Mais há também quem não espera nada da Igreja ou está com ela decepcionado. Alguns motivos: escândalos sexuais e econômicos, despreparo de Ministros ordenados e de lideranças laicais e falta de motivações que toquem o coração dos jovens.


D) Sete palavras articulam o documento:


1.a) Escuta: os jovens querem ser ouvidos com empatia; 2.a) Acompanhamento: espiritual, psicológico, formativo, familiar e vocacional; 3.a) Conversão: de tipo religioso, cultural, ecológico; 4.a) Discernimento: para responder adequadamente às perguntas e exigências atuais; 5.a) Desafios: discriminações religiosas, racismo, precariedade no trabalho, pobreza, dependência de drogas e álcool, bullyng, exploração sexual, corrupção, tráfico de pessoas, educação e solidão; 6.a) Vocação: os jovens necessitam pensar bem na escolha de seu futuro em todas as dimensões; 7.a) Santidade: “A juventude é tempo de santidade... que os jovens almejem as coisas mais belas e mais profundas e mantenham sempre um coração livre” (Papa Francisco).


Tratando de “Vocação”, recordo que Agosto é o mês vocacional: cada semana é dedicada a uma vocação específica dentro da vivência cristã. Assim, a primeira semana é dos Ministros Ordenados (Padres e Diáconos), a segunda dos Pais e da Família, a terceira dos Consagrados (as) pelos votos religiosos e a quarta dos Leigos (as), com enfoque especial para os Catequistas.


Todas as vocações são importantes na construção do Reino de Deus. É sempre o Senhor que chama para uma vocação especial, esperando da pessoa uma resposta positiva e fiel. Jesus nos ensinou: “Pedi ao Senhor da messe que envie operários para sua messe, pois a messe é grande e poucos são os operários”. Graças a Deus nossa Diocese é rica em pessoas que se colocam à disposição na entrega a Deus para o serviço amoroso aos irmãos. Por isto, agradecemos. Porém, percebemos que o número é insuficiente perante os desafios da evangelização de nossa Baixada. Por exemplo, Padres e Consagradas (os) são poucos. Em nosso Seminário Paulo VI temos dez seminaristas; as Congregações masculinas e, sobretudo, as femininas, também contam com um número reduzido de vocacionados.


Que fazer para que tenhamos mais “operários (as) para a messe”? Aponto, brevemente, quatro dicas: 1.a: Falar bem dos Padres, Diáconos, pessoas consagradas e leigos engajados (as) por seu “Sim!”, 2.a: Rezar pelas vocações em cada celebração, já que a vocação é resposta de Deus a uma comunidade que ora; 3.a: Convidar crianças, adolescentes e jovens a oferecerem sua vida a Deus; 4.a: Incentivá-los a participarem do Encontro Vocacional Diocesano que acontece, no primeiro domingo do Mês, no Seminário Paulo VI, a partir das 08h e a terem contato com a Equipe Diocesana, Vocacional (SAV) formada por padres, irmãs e leigos(as).


Nossas comunidades são “terra boa” onde as sementes vocacionais podem crescer e frutificar.


Finalizo com uma frase que o Pe. Geraldo Lima, no dia 27 de junho, estando internado no CTI do Hospital São Francsco me sussurou: “Falem aos pais de amarem seus filhos e aos filhos de amarem seus pais”. Nunca esqueçamos este sábio conselho!


Um forte abraço com as bênçãos divinas e até a Festa do nosso Seminário Paulo VI!

 

 

Dom Luciano Bergamin, CRL

Bispo Diocesano

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