Publicado Junho de 2017


ECOS DA 55ª ASSEMBLEIA GERAL DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL

Do dia 26 de abril ao dia 05 de maio aconteceu no Santuário de Nossa Senhora Aparecida na cidade de Aparecida (SP) a 55ª Assembleia Geral da CNBB, num clima de oração fervorosa, reflexão atenta e fraternidade agradável. Participou também o Pe. Marcus, como Assessor Nacional da Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter Religioso. Um dia foi dedicado ao Retiro Espiritual pregado por um monge trapista que nos fez meditar sobre a pessoa e a vida de Maria de Nazaré. Vários foram os temas tratados, sempre com muita atenção e preocupação pastoral. Apresento os mais significativos:


1. “Iniciação à vida cristã”: Trata-se da formação cristã de quem vai ser batizado, e de quem já é batizado. De fato, ninguém nasce cristão; a gente se torna cristão pela graça de Deus recebida no batismo, mas também por um processo de formação e aprendizado. Este implica a experiência do encontro pessoal com Deus Pai, através de Jesus Cristo e do Espírito Santo, mas igualmente a necessidade da fé praticada em comunidade, assim como o conhecimento da doutrina e o exercício das virtudes cristãs assumidas com coerência. No passado, a fé católica era transmitida de maneira mais espontânea pelo contexto da família, da escola e da sociedade em geral. Atualmente o quadro religioso mudou bastante. Sobretudo nas cidades, há um pluralismo religioso muito grande. Quem não possui uma fé esclarecida e firme, ou não se engaja numa comunidade católica concreta, acaba vivendo desorientado. Por isso é indispensável que o cristão passe por uma catequese contínua e sistemática, apropriada à sua idade, promovida pelas paróquias com suas comunidades. Deste modo, terá uma fé robusta que deverá ser acompanhada pela prática dos sacramentos e das boas obras.


2. “Pensando o Brasil: Educação”: É um estudo muito interessante, revela a fragilidade do sistema educacional brasileiro que carece de um projeto consistente. Precisa tornar-se verdadeira política do Estado e não de Governos. O Brasil tem ainda altos índices de analfabetismo e de evasão escolar, assim como, geralmente, pouco apreço ao corpo de professores. É urgente recuperar o conceito que a educação é uma parceria entre família e escola. Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos. Os professores são importantes: deverão auxiliar os pais, porém nunca poderão substituí-los. Indispensáveis são também a presença e a ação da comunidade na qual a escola está inserida. Enfim, destaca-se, com propriedade, que no currículo escolar nunca deverão faltar disciplinas que ajudem a criar nas crianças, jovens ou adultos os verdadeiros valores religiosos capazes de torná-los não somente aptos a uma profissão, mas igualmente pessoas de bem e cidadãs.


3. “Aparecida dez anos depois”: É uma espécie de análise de conjuntura eclesial: Quais os passos dados na execução das propostas do Documento de Aparecida (sermos uma Igreja de discípulos missionários em saída) e quais os gargalos que ainda nos impedem de avançar.


4. “Ministros da Palavra e Celebração da Palavra”: Um estudo sobre esta realidade que acontece em milhares de comunidades, sobretudo aos domingos, e como preparar melhor os Ministros da Palavra de Deus e animar as celebrações nas comunidades.


5. Reflexão sobre a exortação “Amoris Laetitia” do Papa Francisco a respeito do Sacramento do Matrimônio e da Vida Matrimonial, e Reflexão sobre “Liturgia e Participação”.


6. “Notas da Assembleia”: foram diversas. Entre elas sobre o “Ano Mariano”, aos “Trabalhadores (as)” e o “Grave Momento Nacional”.


Quero destacar que foi prorrogada por mais cinco anos a bela iniciativa “Comunhão e Partilha”, pela qual cada Diocese do Brasil oferece 1% de suas entradas a favor das Dioceses mais carentes a fim de que os seminaristas destas possam se formar bem para o Ministério Presbiteral.


Finalizo com uma “pérola”: no sábado 29 e no domingo 30 de abril realizou-se, sempre em Aparecida, o encontro de jovens, chamado Rota 300. Aí estavam também, acompanhados pelo Pe. Fabiano e irmãs, uns 200 jovens de nossa Diocese, animados e felizes com Nossa Senhora, gritando: “Uh, uh, uh, é Nova Iguaçu”. Setor Jovem, valeu!


Abraço fraterno com as bênçãos do Senhor
e o carinho de Maria!

 

 

Dom Luciano Bergamin, CRL

Bispo Diocesano

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