Publicado Março de 2017


VISITA PASTORAL NOS DEZ REGIONAIS

O ano de 2017, no Brasil católico, fica marcado como Ano Mariano. Quais as motivações para tanto? Foi a própria Presidência dos Bispos do Brasil que, numa nota, justificou a iniciativa. Fica claro que a celebração dos 300 anos de Aparecida foi a causa principal (e podemos acrescentar os 100 anos de Fátima).


“Como no episódio da pesca milagrosa narrada pelos Evangelhos, também os pescadores do Rio Paraíba naquela circunstância passaram pela experiência do insucesso. Mas, também eles, perseverando em seu trabalho, receberam um dom muito maior do que poderiam esperar: 'Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe. Tendo acolhido o sinal que Deus lhes tinha dado, os pescadores tornaram-se missionários, partilhando com os vizinhos a graça recebida. Trata-se de uma lição sobre a missão da Igreja no mundo: o resultado do trabalho pastoral não se assenta na riqueza dos recursos, mas na criatividade do amor' (Papa Francisco).


A celebração dos 300 anos é uma grande ação de graças. Todas as Dioceses do Brasil, desde 2014, se preparam, recebendo a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que percorre cidades e periferias, lembrando aos pobres e abandonados que eles são os prediletos do coração misericordioso de Deus.


O Ano Mariano vai, certamente, fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5). Todas as famílias e comunidades são convidadas a participar intensamente desse Ano Mariano. A companhia e a proteção maternal de Nossa Senhora Aparecida nos ajudem a progredir como discípulas e discípulos, missionárias e missionários de Cristo”.


Em nossa Diocese, como vamos vivenciar este Ano Mariano? Diversas são as dimensões e iniciativas.


1.a: Continuação da peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas paróquias por onde ainda não andou. São comoventes os relatos das pessoas das comunidades por onde passou. Sobretudo as visitas missionárias aos doentes e aos diferentes ambientes, trouxeram estímulo à vivência da fé e à coragem nas horas de provação.


2.a: Três encontros de formação sobre Nossa Senhora, abertos a todos. Acontecerão aos sábados, na parte da manhã, no Cenfor, com os seguintes temas:


a) Maria na Bíblia, no dia 06 de maio;
b) Maria na devoção popular, no dia 12 de agosto;
c) Maria na reflexão teológica, no dia 11 de novembro.
Precisamos robustecer nossa fé através do estudo que nos mostrará qual é o lugar privilegiado de Maria no Plano da Salvação, na vida missionária da Igreja e na nossa experiência pessoal. Maria sempre ligada a seu Filho Jesus.


3.a: A Romaria Diocesana à Aparecida do dia 07 de setembro deverá ter um colorido todo particular. Nossa sugestão é que evitemos romarias “particulares” para nos encontrarmos juntos, na data já tradicional, como família diocesana, no lugar onde esta devoção nasceu.


4.a: Criatividade de cada paróquia com suas comunidades, pastorais, movimentos e associações. Durante o ano existem tantas festas marianas que podem ser celebradas com diversos tipos de formação, ação missionária, obras sociais, e devoções. Certamente agrada muito a Maria a reza do Terço, meditado com as passagens bíblicas, sobretudo nos meses de maio e outubro. Um padre amigo me confidenciou: “Quando numa casa entra pela porta o Terço, o diabo foge rápido pela janela”. Temos muitos grupos que honram Maria: entre eles, os Marianos, a Legião de Maria, o Terço dos Homens (está bombando!), o Terço das Mulheres, as Capelinhas de Maria que visitam as famílias etc., (desculpem se esquecer de alguns).


5.a: Imitação da vida de Maria. É o mais importante. “Viver do jeito de Maria” que sempre realizou a vontade de Deus e, por isso, esteve totalmente consagrada ao Pai. Igualmente, sempre se colocou plenamente a serviço dos irmãos e irmãs. Sua existência foi uma perene entrega de amor e dedicação. É como a gente canta: “Maria de Deus, Maria do Povo!”. Ela sempre nos recomenda: “Fazei tudo o que Jesus disser!”. Neste tempo quaresmal, é muito válido olhar para Maria sob o título de “Nossa Senhora das Dores” ou “Nossa Senhora da Piedade”: Maria nos ensina e nos dá força para seguirmos o Cristo Salvador até nas provas, tribulações e sofrimentos.


6.a: Neste mês de março, honramos também São José, esposo de Maria e pai adotivo-legal de Jesus: homem justo e santo, trabalhador e orante, fiel ao desígnio de Deus e exemplo para todos, sobretudo para os esposos e os pais.


Termino com um testemunho do Pe. Laurindo que vive na paróquia de Nossa Senhora da Conceição, Queimados, e que é o padre mais idoso do nosso presbitério: “Foi a devoção a Nossa Senhora, que manteve viva a fé e a prática religiosa de vida cristã em nossa Baixada”. Não devemos ter medo, nem vergonha de proclamar: “Salve Maria, Mãe de Deus, rogai por nós!”.

 


Abraço fraterno com as bênçãos divinas!

 

 

Dom Luciano Bergamin, CRL

Bispo Diocesano

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