Publicado Setembro de 2018


"E a nossa Assembleia Diocesana como vai?"

 

Iniciamos a segunda fase de nossa Assembleia Diocesana, no dia 04 de Agosto, com quase 240 membros. O clima foi fraterno, orante e participativo. Agradeço a presença e participação de cada um e cada uma e peço que nos empenhemos ao máximo nas demais duas sessões, sempre contando, em primeiro lugar, com a graça de Deus. Trata-se da atividade principal de nossa Igreja Particular. De fato, a Assembleia Diocesana, é a expressão mais viva e importante da Igreja Particular. Naquela manhã, obsevando o Auditório repleto, me dava a impressão de ver a Igreja Primitiva de Jerusalem, reunida no Cenáculo, na busca das decisões que abriram o cristianismo ao mundo inteiro. Depois de ter invocado a assistência e a luz da Trindade Divina, sublinhei três aspectos essenciais de “Ser Igreja”, em qualquer tempo e lugar.


1) “Discípulo do Senhor”. A primeira atividade pública de Jesus na Galileia foi reunir ao redor de si um grupo de discípulos que formariam a “sua família de fé e ideal”. Por outro lado, a última ordem Dele foi: “Ide, pois, e fazei discípulos em todas as nações” (Mt 28, 19). É a missão primordial da Igreja: que todos se ponham no seguimento de Jesus, o Mestre: “caminho, verdade e vida”. Mas como auxiliar outros a se tornar “discípulos”, se nós, por primeiros, não permanecemos sempre “discípulos”? “Discípulo” é quem se deixa ensinar por Cristo; é o aluno que sempre aprende do Mestre, e procura imitá-lo da melhor maneira. Com São Pedro professamos: “Senhor, a quem iríamos nós? Só Tu tens palavras da vida eterna” (Jo. 6, 68). Cristo nunca nos engana!


2) “Amigo”. O verdadeiro discípulo de Jesus se deixa atrair pela intimidade do Senhor, de tal modo que se torna amigo do Mestre. O próprio Jesus o confirma: “Já não vos chamos servos, mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai” (Jo 15, 15). “Quem encontra um amigo, encontra um tesouro”. Pois bem, “Quem encontra o amigo Jesus, encontra o Tesouro Jesus!”, amigo fiel, exigente, discreto, amável, sincero, digno de toda confiança. A amizade do Senhor pede de nossa parte também obediência, entendida não como “opressão” e sim como “colaboração”. “Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando... O que vos mando é que vos amei uns aos outros” (Jo. 15, 14 e 17). A prática do amor a todos, sobretudo aos mais necessitados e sofridos, e até aos inimigos, é o mais eloquente testemunho do amor ao Senhor, Mestre e Amigo.


3) “Testemunha = Missionário”. Ao discípulo e amigo não é suficiente conservar para si a Verdade iliminadora e a Amizade íntima com Jesus. Deseja ser testemunha e missionário do Senhor encontrado. O pescador André levou o irmão dele, Simão Pedro, até o Mestre: “Encontramos o Messias” (Jo 1, 41). Portanto, ser testemunha e missionário é consequência de ser discípulo e amigo do Senhor. O Espírito Santo doa a força para esta tarefa: “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas até os confins do mundo” (At. 1, 8). É Ele que conduz os fiéis a tornar-se “testemunhas e missionários” do Filho de Deus, proporcionando a coragem necessária. Os apóstolos foram as primeiras e mais significativas testemunhas de Cristo, seguidos por um número enorme de cristãos que, em cada idade e Continente, testemunharam, até o sangue, sua profunda ligação com o Mestre, Amigo e Senhor Jesus. Não estamos sozinhos; fazemos parte de uma imensa multidão.


O assessor Névio recordou os passos que prepararam o evento, convidando-nos a continuar a sermos uma Igreja Viva, seguidora de Cristo, corajosa diante da violência, humilde, aberta, dialogante e “em saída” conforme os exemplos do Papa Francisco. Ao mesmo tempo, insistiu fortemente que devemos permanecer fiéis à história da Diocese, que, desde o início, se fez presente e atuante na vida, luta e sofrimentos do povo da Baixada. Não podemos abandonar e trair nossa história.


Ainda, elegemos, de maneira participativa e democrática, os conselheiros mais próximos de mim e de Dom Gilson: Vigário Geral, Pró Vigário Geral, Coordenador e Vice Coordenador de Pastoral. Não se tratava de buscar poder, glória, vaidade e interesses mesquinos de grupos e facções (atitudes que Jesus rejeitou, detestou e condenou com palavras duras!) e, sim de escolher, diante de Deus as pessoas, que neste momento da realidade complexa do País, da Baixada e da transição de Bispo na Diocese, poderiam oferecer o serviço mais fraterno, prudente, sereno e eficaz.


Enfim, entregamos a todos os membros o texto que, fruto das reflexões dos Regionais, e organizado pela Comissão Central da Assembleia, será estudado e debatido a fim de se tornar o nosso Plano Pastoral Diocesano, a ser assumido com garra por todos. É necessário que nos empenhemos na sua construção para traçar a linha mestra para a Diocese inteira nos próximos quatro anos. Na Igreja, Povo de Deus em Missão, não há lugar para quem anda desinteressado, apático, sozinho e na contra mão.


A próxima sessão do Grêmio acontecerá no sábado, dia 25 deste mês. Que Deus, pela intercessão de Senhora da Piedade e Santo Antônio, nos ilumine.

 

 

Dom Luciano Bergamin, CRL

Bispo Diocesano

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